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Músicos prejudicados com a pandemia

Redação O Garibaldense 13/04/2020
Joce Sampaio (acima, à esquerda), Mezacasa, Lela Rosanelli e a banda Destilaria Corleone / Fotos: Divulgação

O setor da música sofre os impactos diretos do coronavírus. Com a suspensão de todas as atrações que geram aglomeração, os músicos perderam sua fonte de renda. Nesse sentido as bandas de baile vivem um momento dramático, caso da Alma Nova. “A nossa situação é bem complicada, fomos os primeiros que paramos e pelas previsões seremos os últimos a voltar a trabalhar”, diz o fundador e integrante, Ademir Mezacasa.

Várias bandas já fecharam as portas e Meza não está conseguindo pagar os salários dos músicos. “Não entra um real e tem uma despesa fixa. Alguns têm trabalhos paralelos, mas também está tudo parado, o negócio no momento é se manter vivo e fazer algo para comer”, entende.

O cantor Joce Sampaio também foi pego de surpresa e viu todos os seus shows serem cancelados até junho. “Quem vive da músicas, shows, aulas e turismo ficou numa situação complicada e o pior que seremos os últimos a voltar”, diz. Além dos shows, Joce dá aulas e faz apresentações no passeio da Maria Fumaça, que também foram interrompidas. “Não tenho entrada e sem previsão alguma”.

Ele realiza lives nas terças à noite e foi o idealizador do projeto que reuniu músicos de Carlos Barbosa como motivacional em tempos de crise, mas nenhuma lhe dá retorno financeiro. “Isso é para me manter vivo artisticamente”. 

Maurício Bem, da Destilaria Corleone, diz que a época estava sendo a melhor para as bandas. “Tivemos cinco shows cancelados num período de duas semanas e o pior de tudo é não saber quando esse período vai ser recuperado. Tudo seria ainda mais dramático se os integrantes não tivessem outras profissões”, comenta. Para manter a banda ativa no período de recesso, eles resolveram gravar pequenos vídeos em casa, de cover’s. “Bem simples, tudo gravado no celular mesmo. Estamos estudando a possibilidade de uma live, com voz e violão”, avisa. Essas músicas podem ser encontradas nos perfis da banda no Instagram, Youtube, Spotify e Facebook.

Na primeira quinzena de março, Leila Rosanelli Chies, conseguiu completar sua agenda, mas ainda não sabe o que vai acontecer em abril e maio, em que tem shows marcados, sendo que já teve cancelada uma apresentação que teria no final de semana. Por ter outras funções não sobrevive dos shows. “Mas eles fazem diferença no orçamento”, destaca.

Ela tem uma escola de música, está dando aulas on-line, faz lives e postagens nas redes sociais, além de compor. “Quem sabe surgem novos trabalhos autorias ainda nesse ano. Espero muito que tudo normalize dentro do tempo necessário, mas acho importante seguirmos as normas de precaução para que tudo volte ao normal o quanto antes”, pondera.

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