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TRAÇOS DA HISTÓRIA

Redação O Garibaldense 17/04/2020
Garoto Lorenzo Schwarzbach Cichelero, 16 anos, mostra habilidade incomum em seus desenhos / Geder Luis Gütler

Igrejas, prédios e casas antigas, até uma cidade inteira, ganham um toque especial nas mãos do jovem desenhista Lorenzo Schwarzbach Cichelero, de apenas 16 anos. Autodidata, ele produz desenhos que impressionam pelos detalhes e perfeccionismo, feitos com uma caneta em uma folha. Alguns desenhos chamam atenção por não usar régua em torres e colunas.

“Cada um tem um potencial sem necessariamente alguém para ensinar”, diz Lorenzo, um apaixonado pela preservação histórica. O ingresso do estudante do 2° ano do Colégio Sagrado Coração de Jesus na arte de desenhar se deu com 10 anos, quando montou em uma folha de ofício uma cidade inteira.

“Desde que comecei, fui evoluindo e aprendendo com os meus erros”, considera. No início do ano passado passou a fazer cursos de pintura, que acrescenta em algumas de suas obras usando café, canela e beterraba. 

Seus desenhos surgem de uma foto ou local que ele vê em revistas, internet e presencialmente, ou de sua imaginação criativa. Pode demorar dois ou três dias ou até uma semana para fazer uma obra. “Depende da complexidade dos detalhes, de como está meu humor, tem dias que estou mais ou menos inspirado, e das tarefas que tenho”, comenta Lorenzo.

A sua última obra foi de uma casa em New York, EUA. “Essa casa não existe mais, vi numa foto”, diz. Sua meta agora é começar a desenhar residências da região. “A próxima vou fazer onde moravam meus tataravós, em Farroupilha, uma casa de mais de 100 anos. Depois vou fazer muita coisa de Garibaldi, e há muitos traços da Buarque de Macedo para criar, e igrejas do interior, que já tenho fotos”, avisa. Ele já fez vários ensaios da Igreja Matriz. Lorenzo sonha em montar uma exposição de suas obras. “Gostaria de fazer, junto com mais pessoas”, diz ele, que não pretende comercializar suas obras. “Sou bem apegado ao que eu faço”, garante.

A arquitetura lhe atrai. “Sempre gostei da área urbana, do planejamento, é algo que me dá inspiração. Acredito que vou ser um arquiteto ou alguém que pense em prol de um planejamento urbano. Os espaços urbanos têm que ser pensados para as pessoas se sentirem bem, e creio também que o aprimoramento destes locais é fundamental para desenvolver o potencial turístico da nossa região. Defendo muito o poder da arborização”, conclui.

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