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Polícia apreende coquetéis molotov

Redação O Garibaldense 27/03/2019
Coquetéis molotov apreendidos pela Polícia Civil de Garibaldi podem causar sérios danos no alvo / Geder Luis Gütler

O coquetel molotov é uma arma química incendiária geralmente utilizada em protestos e guerrilhas urbanas. A sua composição inclui uma mistura líquida inflamável e perigosa ao ser transportada, como petróleo, gasolina, ácido sulfúrico, clorato de potássio, álcool e éter etílico, misturados no interior de uma garrafa de vidro, e pano embebido do mesmo combustível na mistura de um pavio.

O pavio pode ser desnecessário dependendo da mistura se for arremessado sobre o alvo, dependendo da composição química no interior e a faísca produzida no choque da garrafa ao se arremessar contra o alvo.

Foi esse explosivo que a Polícia Civil de Garibaldi encontrou em uma residência, na rua Celestina Schneider, no bairro Fenachamp, em operação para coibir o tráfico de drogas, realizada na noite de sexta-feira, 22.

A operação contou com 30 policiais das cidades de Carlos Barbosa, Bento, Farroupilha e Caxias, com 10 veículos. Teve início às 21h.

A polícia tinha mandados de busca e apreensão em vários locais. No final, foi encontrada uma pequena quantidade de cocaína. Ninguém foi preso, mas o artefato encontrado surpreendeu os policiais, já que foi a primeira vez em Garibaldi. Foram três garrafas de cerveja, mais o líquido inflamável em um recipiente.

“Em 19 anos que estou aqui é a primeira vez que encontramos, já achamos explosivos”, disse o delegado local, Clovis Vaner Rodrigues de Souza, em entrevista coletiva concedida na Delegacia, na manhã desta quarta-feira, 27.

O artefato foi encontrado em uma residência ‘abandonada’. “É uma tática do tráfico, em alguns casos, de ocupar casas que, em tese, estão abandonadas. Em alguns casos, as pessoas são expulsas de suas residências. Isso nos chamou muita atenção e a primeira pergunta que fizemos é no que seria usado. Ele pode ser utilizado para provocar danos pessoais e materiais, e eventualmente provocar incêndio”, avalia o delegado Clovis.

Ele diz ainda que a investigação será para descobrir os autores do coquetel. “Queremos tentar descobrir quem fez e por que fez. Também vamos ver de uma maneira segura, com profissionais, fazer uma explosão para ver a ideia de capacidade destrutiva que tem”, avisa. 

No Brasil, a posse, fabricação ou o uso de coquetel molotov configura crime de “posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito”, estando o infrator sujeito à pena de reclusão de, no mínimo, três anos até o máximo de seis anos e multa, conforme disposto na Lei 10.826/03, Art. 16, Inciso 3º.

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