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Líderes discordam sobre compra de veículo

Redação O Garibaldense 30/06/2020
Compra autorizada por Bortolini (E) é alvo de discordância entre Rosani e Eldo Milani / Fotos Arquivo OG

A compra de um veículo Corolla Sedan, no valor de R$ 118 mil, autorizada pela presidência da Câmara de Vereadores, de Garibaldi, em plena pandemia causada pelo coronavírus, provocou discordância entre os líderes de bancada, na Casa, a vereadora pelo Progressista, Rosani Maria Fin Flores, e o vereador do MDB, Eldo Milani.

Como mostrou o Jornal O Garibaldense, em matéria publicada na semana passada, a homologação da compra do automóvel, feita pelo sistema de pregão presencial, foi assinada pelo presidente da Câmara, José Bortolini, o Zé da Patrola, do PDT, no dia 2 de junho. A empresa vencedora do pregão é a Terrasol Veículos Ltda.

“O carro é importante, mas não neste momento. Se o Zé (presidente da Câmara, José Bortolini) tivesse pedido uma opinião antes de comprar, com certeza, não teria toda essa polêmica e desgaste para todos, porque penso que a maioria dos vereadores não ia concordar”, explica a vereadora do Partido Progressista (PP), Rosani Maria Fin Flores.

O vereador e advogado Eldo Milani, do MDB, pondera, lembrando que o carro não é exclusivo da Câmara de Vereadores e sim cedido à secretaria municipal de Saúde, a qual utiliza o veículo em mais de 95% do tempo. “Às vezes, passa até mês sem ser utilizado pela Câmara e em sua rotina normal transporta pacientes, especialmente, para Porto Alegre, Caxias do Sul, Passo Fundo, Lajeado, Erechim, Santa Maria, Canoas”, completa.

Ainda de acordo com Milani, o motivo da compra é porque o carro atual, um Fiat Línea, estava com mais de 270.000km e gerava muitos gastos com manutenção, e ainda era um risco até se deslocar com pacientes e ter problemas na estrada, fato que, segundo ele, já ocorreu.

“No início do mandato do presidente (José Bortolini) o assunto da aquisição foi colocado a todos os vereadores que não se opuseram, visto a situação, em reunião no gabinete da presidência”, lembra Milani.

Rosani diz, ainda, que nem ela, nem os vereadores do PP, Tiago Henrique Ferranti e Luiz Carlos Rodrigues, sabiam da compra. “Com absoluta certeza se tivesse consultado, nós íamos alertar e seríamos contrários neste momento de pandemia... Porque não comprou antes desta pandemia, podia ser um carro mais espaçoso, mais barato, por favor, agora levamos ‘pauladas’, não há transparência, não há diálogo, a Câmara está de portas fechadas, com sessões virtuais, tudo contribui para denegrir a nossa imagem”, lamenta.

A vereadora também confirma que, em janeiro, ao assumir a presidência, Bortolini falou sobre o interesse em comprar um carro. “Nós não vimos problemas naquele momento, só que depois, nós, vereadores, íamos conversar de novo e agora ele decidiu, simplesmente, não falou mais nada. Sou totalmente contra a compra, ainda mais nesta pandemia”, reforça Rosani.

‘É necessário’, diz Bortolini

Procurado pelo OG o presidente da Câmara, José Bortolini, justificou, em nota, a aquisição do automóvel.

“A aquisição do veículo para a Câmara de Vereadores se faz necessário esclarecer que o procedimento licitatório iniciou antes do primeiro Decreto Municipal, expedido em 13 de março de 2020, que versava sobre medidas de prevenção à Covid-19. A partir de então, houve a suspensão da licitação, que retornou no dia 29 de maio. A aquisição foi decorrente da renovação do meio de transporte da Câmara de Vereadores, já que o atual, adquirido em 2014, apresenta-se bastante desgastado pelo uso em conjunto com a secretaria municipal da Saúde.  Note-se que o veículo é utilizado tanto pela Casa Legislativa, quanto pela Secretaria, mediante termo de convênio celebrado e já transportou inúmeras pessoas para cuidados com saúde, além de suprir as necessidades de rotina dos vereadores. O mesmo ocorrerá com o veículo adquirido”, diz a nota.

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