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FAC: uma entidade pelas crianças

Redação O Garibaldense 23/10/2019
Nas duas casas, há várias opções para as crianças, desde música à informática / Geder Luis Gütler

Promover atividades de assistência social, de educação e de promoção humana para crianças e adolescentes de famílias carentes, ou de baixa renda. Esse é o objetivo traçado pelo Fraterno Auxílio Cristão (FAC), uma obra da Paróquia São Pedro, vinculada à Mitra Diocesana, de Caxias do Sul, sendo uma entidade civil assistencial, sem fins lucrativos, de caráter beneficente e fins filantrópicos.

A entidade foi fundada com o nome de Sociedade Garibaldina de Auxílio dos Necessitados (Sgan) e em 23 de julho de 1943, sendo registrada no cartório local. Recebeu o nome de Fraterno Auxílio Cristão no dia 13 de agosto de 1956. Foi declarado de utilidade pública no dia 29 de maio de 1972, pela lei municipal nº. 1145. Atende 150 crianças e adolescentes, de cinco a 14 anos de idade no turno inverso da escola, e suas famílias. Dividido em duas casas, uma no bairro Glória e outra no bairro São Francisco, cada uma com 75 integrantes.

Nos dois locais, os jovens frequentadores recebem café da manhã, almoço e lanche. São realizadas atividades como reforço escolar, hora do conto, canto e violão, circo, computação, capoeira, informática e dança, com a ajuda do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente (Comdica).

O empresário Vanio Luiz Guarnieri é o presidente do FAC e diz que tem fila de espera para entrar em uma das casas. Destaca que os recursos vêm através da colaboração de muitas entidades e empresas. “Para manter as monitoras temos uma parceria com a prefeitura. A parte de alimentação e manutenção das casas temos que ir atrás. O casal Adir e Ana Geremia, todas as manhãs, fazem coleta nos mercados, fruteiras e padarias”, diz Vanio.

Outra fonte de renda é o almoço de final de ano na sede da Associação dos Motoristas de Garibaldi (AMG), que cede o espaço. “Esse dinheiro é usado para comprar alimentos. Também nos apoiam o Poder Judiciário, empresas, frigoríficos, mercados, fruteiras e entidades do município”. O orçamento gira em torno de R$ 600 mil no ano.

Vanio, 54 anos tem um carinho muito especial pelo FAC. “Quando criança eu fui aluno e agora estou ajudando, sei que é necessário, quando precisei fui atendido”, destaca.

Ana Alice Pramio é coordenadora do FAC do bairro São Francisco há 20 anos, mas há 31 anos trabalha na entidade. “Cada vez mais está melhor e o pessoal colabora muito mais que antigamente, que era difícil. Temos uma grande lista de espera, acredito que mais de 20 pessoas”, comenta.

No São Francisco, Ana almeja a construção de uma área coberta. “Em dias de chuva não temos onde ficar para eles saírem e fazerem recreação”, lamenta.

Já o FAC do bairro Glória tem um espaço um pouco maior do que o São Francisco. Por isso os alimentos doados são armazenados no local e repassados para a outra unidade posteriormente. Ainda há um outro prédio, a Casa São Pedro, em que um grupo de voluntárias se reúne nas terças, que fazem artesanato para comercializar e os lucros revertidos ao órgão, além de um brechó na parte de baixo, com valores simbólicos. A coordenação é de Helena Caio Invernizze. “Estou há seis anos, mas trabalhei como monitora na unidade do São Francisco por um ano e meio”, diz ela.

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