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Aedes: 14 focos só no 1° semestre

Redação O Garibaldense 29/07/2020
Agentes do controle da dengue do município encontraram 14 focos / Arquivo OG

Se não bastasse toda a preocupação e trabalho sobre a pandemia causada pelo coronavírus, Garibaldi tem outro problema de saúde pública: o mosquito Aedes Aegypti. Somente no 1° semestre do ano os agentes de controle da dengue, da secretaria municipal da Saúde contabilizaram 14 focos do mosquito.

As amostras positivas foram coletadas em residências e terrenos baldios, e foram provenientes do lixo, toneis, bueiros, lonas, poças, caixas d’água, latas, baldes e mesmo mosquitos em paredes. O inseto foi encontrado nas fases de larva, pupa e alado (mosquito), no Centro e bairros como Chácaras, Borghetto, São Francisco, Peterlongo e São José.

“Tivemos, inclusive, um caso de paciente suspeito de dengue no município, mas acabou descartado. Precisamos ficar mais atentos para não deixar acumular água e eliminar possíveis focos”, diz a secretária municipal da Saúde, Diane Pascoaletto. Além da dengue, o Aedes Aegypti é transmissor da febre chikungunya e zika vírus.

Para combater a proliferação do mosquito e das doenças, a recomendação é não deixar água parada. Alguns pontos devem ser observados para prevenir o acúmulo de água, especialmente, nos pátios depois da chuva, como conferir os vasos de flores, inclusive, no cemitério; fechar bem caixas d’água; não jogar lixo em terrenos baldios; - dar o destino correto a pneus e demais resíduos; armazenar garrafas com o gargalo para baixo; e tratar corretamente a água de piscinas.

A equipe de agentes de controle da dengue atua na conscientização e coleta de amostras nos imóveis. Além disso, a Pesquisa Vetorial Especial (PVE), realizada quando há alguma denúncia de possíveis focos e o Levantamento Rápido de Índices para Aedes Aegypti (Liraa), realizado em todos os bairros do município a cada dois meses.

O Aedes Aegypti é um mosquito de hábitos diurnos, de coloração preta e com listras e manchas brancas. Apresenta grande adaptação ao ambiente urbano, utilizando muitos recipientes rejeitados pelo homem como locais propícios para o desenvolvimento de suas larvas.

Aedes Aegypti - Apesar do que muitos pensam, apenas as fêmeas picam os humanos. Isso acontece porque as fêmeas necessitam de sangue para o desenvolvimento de seus filhotes. O macho utiliza como alimento substâncias açucaradas, como o néctar das plantas. Esse tipo de alimento também é utilizado pelas fêmeas.

O ciclo de vida inicia com a cópula entre o macho e fêmea. Após esse período, a fêmea procura um humano para conseguir sangue para o desenvolvimento dos ovos. Após cerca de três dias, ela busca um local para realizar a desova. Normalmente, a deposição dos ovos ocorre ao amanhecer e no fim do dia.

Os ovos são colocados em paredes do criadouro, bem rentes à água. Esses ovos, que inicialmente são brancos, mas depois se tornam escuros, são bastante resistentes e podem persistir viáveis por até 450 dias. Essa resistência, de acordo com estudos de especialistas, é importante para que o mosquito saia do ovo apenas quando o ambiente estiver favorável.

Após a eclosão, da larva até o mosquito adulto, o tempo médio de desenvolvimento é de 10 dias.

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