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‘Seja solidário’, diz prefeito Cettolin

Redação O Garibaldense 30/04/2020
Prefeito Antonio Cettolin concedeu entrevista ao Jornal O Garibaldense, nesta semana / Arquivo OG

“A hora é de união e de ver o semelhante como um irmão”, destaca o prefeito Antonio Cettolin em entrevista concedida ao Jornal O Garibaldense, nesta semana. Cettolin fala como o município está agindo sob os efeitos provocados pelo coronavírus e pede à população garibaldense que o momento exige solidariedade também. “Deixar de lado manifestações e ataques nas redes sociais, se quiserem atacar alguém, que ataque o coronavírus”, reforça.

Desde o início da pandemia, a Prefeitura tem tomado inúmeras medidas de prevenção e conscientização, explica Cettolin, inclusive, com a formação do Comitê Municipal de Atenção ao Coronavírus.

O prefeito destaca, ainda, a destinação de recursos para a construção e aquisição de materiais e equipamentos para a nova Maternidade que será transformada, temporariamente, em ala de internação do Hospital São Pedro, adequação de sala de isolamento para pacientes infectados no prédio da escola Santo Antonio, as ações de desinfecção dos espaços públicos, a centralização do atendimento a pacientes com sintomas de Covid-19, assim como a destinação de cestas básicas a famílias necessitadas. Cettolin lembra também da prorrogação do prazo de pagamento de impostos, entre outras ações. A seguir a entrevista concedida do Jornal:

OG - Que avaliação o Senhor faz da atuação, até o momento, do setor da Saúde diante à pandemia do coronavírus?

Cettolin - Tanto a saúde pública do município, quanto o Hospital Beneficente São Pedro estão fazendo um trabalho muito concentrado. Num momento em que todos têm medo do coronavírus, os profissionais da saúde estão enfrentando e atendendo a todos. Temos que aplaudir o pessoal que atua na saúde de Garibaldi, merecem nosso apoio constante. O município destinou o auditório do PAM como um espaço exclusivo para as pessoas com sintomas respiratórios, estamos buscando todas as formas para enfrentar essa pandemia com recursos próprios, pensando unicamente em salvar vidas.

OG - Há possibilidade de barrar, isolar um determinado lugar, por exemplo, algum frigorífico, caso apareçam mais casos?

Cettolin - Temos que ouvir vários segmentos, não é uma decisão que cabe apenas ao município. Temos órgãos do Ministério do Trabalho que têm acompanhado empresas e o município tem feito determinações e essas empresas têm atendido mais que o solicitado, como o uso de EPIs e distanciamento. Em geral, as empresas têm atendido as determinações impostas pela municipalidade.

 OG - Há uma previsão de liberação de setores que estão ainda proibidos de atuarem, exemplo, de escolas e a prática de esportes coletivos, tipo, o futebol?

Cettolin - Onde há contato físico, por enquanto, o decreto do Estado proíbe. As escolas igualmente, estamos aguardando para saber como vamos agir, até então não temos uma definição. município e Estado têm que andar juntos, por isso, temos que aguardar.

OG - Já há uma estimativa de prejuízos financeiros no município causados pela pandemia?

Cettolin - Já existe um prejuízo grande. Diminuiu muito a arrecadação e temos uma despesa muito grande com a saúde. É um problema grande, que todos nós vamos enfrentar.

OG - Quando o setor da Saúde do município prevê o declínio da chamada curva para os casos de contaminação pelo coronavírus?

Cettolin - Ao que tudo indica, recém começou a pandemia em Garibaldi, ainda não chegamos no pico. Especialistas falam que isso pode acontecer em maio, junho ou até mesmo em julho, não existe uma definição técnica específica.

OG - Eventos tradicionais do município tem alguma chance de acontecer, exemplo da escolha das Soberanas em outubro, e ou, Vintage, em novembro?

Cettolin - É cedo para falar isso.

OG - Apesar do momento de apreensão em que fomos submetidos, o que dizer à população em termos de esperança e de um novo sentido à vida?

Cettolin - Acredito que esse momento que estamos vivendo nos faz refletir sobre nossos atos. O ser humano costuma apontar o dedo para o outro para achar o culpado, e saber que o culpado disso tudo é um vírus que não conseguimos nem ver e está provocando essa situação dramática, que deixa a comunidade nervosa e até perdida com tudo que vem acontecendo. Agora, a solidariedade, a união, buscar o melhor de todos para o bem comum é mais do que nunca necessário colocar em prática. Deixar de lado manifestações e ataques nas redes sociais... se quiserem atacar alguém, que ataque o coronavírus. A hora é de união e ver o semelhante como irmão.

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