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O jovem e a escolha profissional

Já estamos em outubro e, para muitos jovens, além da proximidade com o final do ano, também se aproxima a árdua tarefa que os assola: a escolha de uma profissão.
Esta escolha que para algumas pessoas pode parecer simples, para outras se torna motivo de preocupação. A maioria dos jovens, tem na escolha profissional, a primeira grande situação em que precisa assumir a responsabilidade, e justamente por isso tende a causar maiores angustias.
A chave para poder escolher de forma mais assertiva, como a maioria das decisões que temos que tomar em nossas vidas, é o autoconhecimento.
Porém, a idade onde se deve optar por uma profissão é geralmente na adolescência, momento em que o sujeito ainda se encontra num processo de construção de sua identidade, que, embora comece a ser estruturada desde o início da infância, é na adolescência que se define, tornando o processo de escolha profissional por vezes ainda mais difícil.
A aquisição da identidade não se constitui uma tarefa individual e solitária, mas responde a um processo de interação grupal, iniciado na família e estendido para a sociedade. O jovem toma pais, irmãos, familiares, professores e demais pessoas como modelos.
Para conseguir escolher de forma mais tranquila, torna-se necessário identificar os seus valores, as suas aspirações e desejos, as habilidades, as competências e além do projeto de vida do jovem. Quanto mais o adolescente estiver com a sua identidade estruturada, quanto mais souber do que gosta e que vida ele deseja ter, mais fácil ficará a tomada de decisão.
Escolher uma profissão não é somente decidir o que fazer, mas, principalmente, decidir quem ser. Escolher uma ocupação é escolher um estilo de vida e uma forma de se posicionar frente ao mundo.

Renata R. Cimadon

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