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Carência de investimentos na produção de bens

Parece evidente, conforme os comentários em todo o Brasil, que a economia nacional está crescendo. Entretanto, tivemos no mês de janeiro último o pior desempenho do Brasil nos negócios internacionais chegando a mais de um e meio bilhão de dólares déficit da balança comercial, isto é: o Brasil importou muito mais do que exportou nesse mês.
Isso deixa claro que as condições de vida criadas pelas novas oportunidades de ganhos das pessoas físicas, seja na economia formal ou até na economia informal, melhoraram em relação há algum tempo atrás.
Porém, devemos considerar que nos primeiros meses do ano os grandes produtores rurais se preocupam em importar os insumos e as sementes necessárias para o cultivo no ano em curso.
Claro que com os custos de produção do Brasil, talvez seja mais interessante importar tudo isso. Porém, como grandes produtores de petróleo, matéria prima essencial para a produção dos insumos, já deveríamos ter aqui empresas produtoras com tecnologia de primeiro mundo, não é?
A Indústria de medicamentos também. É sabido que nossa Amazônia é a maior fornecedora de matérias primas para o setor, entretanto não temos aqui nenhum grande laboratório para desenvolver medicamentos novos. O que nos restou aqui é apenas a produção de medicamentos genéricos, cujas formulas e insumos são importados, onde não são praticadas novas pesquisas e, esses genéricos vêm embalados como se fossem medicamentos de última geração, o que acho completo desperdício em custos desnecessários.
Também, as pessoas estão comprando mais e isso denota nosso nível cultural.
Como a criação de novas empresas não está acontecendo, não produzimos internamente o suficiente para atender as necessidades de consumo e, por isso o país é obrigado a importar.
Já estamos consumindo mais carros importados; são mais confortáveis, claro, porém, não tão necessários. Compramos também mais equipamentos eletrônicos de última geração, também importados, fora outras quinquilharias mais que se obtém através de importação via internet.
Imaginem. Até a batatinha que compramos pronta para fritar é importada, o tomate seco é importado e assim vai.
Então gente, estamos carentes de investimentos em produção interna de industrializados, tanto alimentícios como de conforto e luxo.
Não podemos ficar importando tudo se não, logo aí adiante veremos nosso país recorrendo a empréstimos internacionais para cobrir o rombo da balança de pagamentos.
Por isso, o que esperamos a partir de agora é que realmente comecem a aparecer investimentos externos para produção de bens de consumo aqui dentro do nosso Brasil.
O Momento é oportuno até porque o dólar está regulado pelo mercado e parece com valor convidativo para quem quer exportar.
Basta agora, que o Estado dê garantia jurídica a esses investimentos e que não haja mais tanta interferência do poder judiciário nos negócios do mercado.

Renan Alberto Moroni

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