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Um ano dividido em quatro partes

Todos os anos são divididos em dois tempos bem distintos no Brasil. Um dos tempos é o Brasil antes do carnaval e o outro tempo é do Brasil após o carnaval.

Este ano, porém, será dividido em 4 tempos distintos.
1º - o Tempo antes do julgamento do ex-presidente Lula, já passou.
2º - O tempo entre o Julgamento de Lula até o carnaval, que inicia nesta semana.
3º - O tempo entre o carnaval e a votação da reforma da previdência; e, por fim
4º - O tempo que resta do ano para que a economia se organize.

O Julgamento em segunda instância do ex-presidente Lula, praticamente paralisou o pouco que restava de movimento no país e encobriu a perda de muitíssimas vagas de emprego formal. Os brasileiros ficaram mais pobres, porém ninguém se importou.

Logo depois chegou, a Globeleza agora vestida, preparando os brasileiros para a festa maior do país que, em muitos estados federados, não terá nada entusiasmante, já que não há dinheiro para gastar. Se não consegue atrair turistas, tudo fica meio sem graça. A reforma da previdência pretendida está comprometida. É evidente que em ano de eleição, qualquer tentativa de reforma se torna muito difícil.

Pensem comigo: Qual o deputado ou senador votará a favor das reformas previdenciárias correndo o risco de não se reeleger ou tornar sua reeleição ainda mais difícil? Muito provável não haverá quórum lá por Brasília. Certamente nada de novo ocorrerá.

Então, a economia, como em outros anos tentará superar mais um ano como já vem fazendo há tempo.

Falando em falta de quórum, foi o que aconteceu no primeiro dia da votação pela privatização da CEEE, Sul gás e CRM no Rio grande do Sul.
Mesmo os deputados compromissados com o governo ou aliados a ele, acabaram não comparecendo em plenário. Nada foi votado.

Uma pergunta: são tão importantes assim essas privatizações para o Estado ou é o mercado que quer comprar essas empresas porque elas são altamente lucrativas? Certamente, nas mãos da iniciativa privada darão muito mais lucro do que já dão hoje simplesmente porque não servirão mais de cabide de emprego para incompetentes.
Fabulando:

Imaginem a situação de um Lenhador que durante o verão (tempo de vacas gordas) acumulou pouca lenha para aquecer sua casa. No inverno (tempo das vacas magras), gastou o estoque e continuava sentindo frio. O inverno ainda não acabara. Então, começou a destruir as aberturas internas da sua casa para queimar. Assim foram as portas, os armários, móveis e tudo enfim. Pergunto: será que ele consegue repor tudo em outro verão? ......

O Estado desde muitos anos e ainda do tempo do regime de exceção foi mal administrado por razões políticas. Recentemente vendeu em leilão muitos bens públicos sem resolver os problemas financeiros que causaram tamanha sangria nas suas finanças. Enquanto pode recorreu a empréstimos. Agora, não tem mais crédito e está sem caixa. Resta “queimar” a CEEE, Sul gás e CRM.

Vai resolver o problema? Pagará todas as dívidas e poderá recomeçar do zero? Certamente não. A solução só será solução se houver consciência que tem que acabar com as despesas políticas focadas em nomeações absurdas via C.C.

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Renan Alberto Moroni

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