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Papos de Redação - 1284 ed

Do passado na Peterlongo ao parque temático do futuro

Os esforços da Vinícola Peterlongo em reconquistar a fatia de mercado que lhe faz jus estão traduzidos, de certa forma, no novo projeto enoturístico da empresa. A Peterlongo dimana, já há algum tempo, nessa corrente em atrair o turista que passa pela região. Ainda está longe de um número ideal de visitantes (são cerca de 30 mil por ano, de acordo com a própria empresa), mas há de se considerar o empenho da centenária vinícola em atraí-los. Com o chamado tour Armando Peterlongo essa tarefa certamente ficará mais fácil.
O passeio consiste num verdadeiro retorno ao passado. A Peterlongo deu início, em 1913, à produção do primeiro espumante brasileiro, na época, ainda chamado de champagne. Aliás, a Peterlongo detém esse direito, de utilizar em alguns de seus rótulos, a palavra “champagne”, por seu pioneirismo. Depois veio toda essa história da “denominação de origem” classificar os produtos pelo mundo. A denominação de origem é interessante, sem dúvida, classifica a produção, essencialmente, pela sua qualidade.
O produto Peterlongo está ligado à história. É emocionante adentrar a vinícola, em seus andares subterrâneos, ou em suas antigas câmaras frias, hoje transformadas em salas exclusivas para degustação. São paredes que falam.
A criação de um museu, que abre o passeio pela vinícola, recupera boa parte dessa inestimável trajetória do espumante brasileiro. Na sequência, o visitante é conduzido para as áreas onde estão os tanques de vinificação de tintos, barricas e pelo espaço de guarda, além da cave subterrânea, até chegar ao novo varejo. É um passeio que vale a pena!
É essa encantadora região do meu querido Rio Grande do Sul que faz com que empreendedores se sintam à vontade em apostar milhares de recursos em projetos para atrair pessoas.
O projeto de seis parques temáticos de lazer para a família, às margens da BR 470, apresentado pela Dissegna, empresa do amigo Fabiano Ferrari, é algo surpreendente e igualmente encantador. Já há algum tempo, Ferrari trabalha nessa perspectiva de transformar as margens da rodovia em complexos turísticos. E não há mais volta. Em breve, seremos algo único: Garibaldi-Bento-Carlos Barbosa.

Bom final de semana!

Julmei Carminatti

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